domingo, 8 de novembro de 2009

ponto para as mulheres!

Mulheres estão empreendendo mais a cada ano
Da Folha de São Paulo
Se a presença das mulheres é muito tímida nas posições mais elevadas das grandes companhias, nas pequenas e médias empresas a liderança feminina é marcante e tem crescido rapidamente nos últimos anos.
No que diz respeito a abrir um negócio próprio, a diferença também tem se estreitado aceleradamente. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, em 2008 a taxa de empreendedorismo dos homens ficou em 54%, ante 46% das mulheres. Em 2000, o índice feminino estava em apenas 29%.
A parte ruim é que a parcela das mulheres que empreendem por necessidade -que viram empresárias do dia para a noite porque perderam o emprego ou precisam ajudar no sustento da família- é maior do que a dos homens: 63% ante 38%. "Essa porcentagem está diminuindo", ressalva o diretor superintendente do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), Ricardo Torto- rella. "Para todos, planejamento é a grande chave do sucesso. Quanto maior for o conhecimento do ramo, do negócio e do público, mais altas as chances de dar certo."
Janete Ribeiro Vaz, que, com a sócia Sandra Costa, fundou há 25 anos a rede de laboratórios de análises clínicas Sabin em Brasília, admite que, no começo, contaram apenas com a coragem. "Tínhamos um sonho", resume. "Depois, quando precisamos crescer, aí sim buscamos o suporte de uma consultoria especializada, que traçou um plano."
Existem importantes diferenças entre os estilos de empreender masculino e feminino, destaca Tortorella. "Elas têm uma ótima capacidade de persuasão e se preocupam em cultivar os relacionamentos com clientes e fornecedores, o que contribui para o progresso da empresa. No entanto, mostram menor disponibilidade para correr riscos e não persistem muito quando as coisas começam a dar errado", diz.
Isso não se aplica ao caso do Sabin, afirma Vaz. "Enfrentamos muitos obstáculos no início e jamais pensamos em desistir. Sofremos bastante preconceito, como quando, certa vez, fomos prejudicadas em uma licitação. O país ainda estava no governo militar."
Para Tortorella, o fato de haver mais mulheres empreendedoras deve estimular a criação de políticas públicas voltadas para elas. "A geração de renda e emprego está cada vez mais nas suas mãos e elas são mais sensíveis a questões como a proteção ao ambiente e a responsabilidade social."